Um dia serei feliz para ser livre,
e livre para ser feliz!
"Debaixo das minhas reações habituais está a tranquilidade do meu coração. Debaixo do caos do mundo está a plenitude da paz.Se me contemplo tantas me vejo que não entendo kem sou, no tempo do pensamento me desprendo de elos que tenho."
Num jogo de toca e foge perscrutava o espelho mas não havia forma de encontrar o sorriso. Tudo quanto distinguia era um rosto baço, um olhar sem brilho e um rol de pedaços desfeitos dos sonhos que se permitira sonhar. Confinada à exiguidade daquele reflexo, esquadrinhava porquês. Todavia, não se detinha. Era um esforço inútil, pensava. Conhecia, de antemão, todas as respostas…
O inferno, nunca seria a urbe. O inferno era ela própria. Ela e aquela coisa enorme e funda, sem nome nem sentido, que abjurava mas que a incendiava, que ardia e se propagava dentro dela, como um tenebroso foco de infecção…
À beira do abismo, vacilava, entregue aos seus pensamentos. Os olhos cerrados cediam sob o peso das pálpebras. Sentia-se uma flor de chuva plantada no topo mais íngreme de uma falésia violentamente açoitada pelo mar. A partir da praia, era um minúsculo ponto sem importância, muitos poderiam observá-la mas só com um enorme esforço alguém a poderia alcançar…"
Tendergirl
(In “Ilhas de Solidão – Estórias da Vida de Uns e Outros”)


De ti meu belo terei saudades...
Saudade forte, que dói no peito e enfraquece a alma.
Saudades por ti será quase tocável.
Tu foi o cão doce, fácil, dócil, inoscente...
Nas noites brincamos, nas tardes sorrimos e pela manha acordava-me.
Tu foi meu, me amou como te amei e agora apenos choro pela falta que tu me faz por não está aki.
Agora alimento a minha dor por ter perdido um grande amigo, um grande amor!
Saudades eternas,
Meu Clarck, minha vida!

